terça-feira, 30 de novembro de 2010

O segredo de Gerson

Hi povo!!!

# senta que lá vem história!

Bem, eu não sou de acompanhar novelas. Pelo menos não agora que trabalho à noite. hehehe
Mas, venhamos e convenhamos que a novela das 20:00 ou melhor, das 21:00,tem dado o que falar...
Pouco tempo depois do início da novela, Gerson, personagem de Marcello Antony, passava tempos em frente ao computador e mantinha ali um segredo. Certa feita, fora surpreendido por Diana, sua esposa, vivida por Carolina Dieckmann.
Descobrir o segredo do rapaz foi o suficiente para a bela desistir do casamento e assumir sua paixão pelo melhor amigo dele -Mauro (Rodrigo Lombardi), devido o nojo que sentia. A carinha que Diana fez, um misto de nojo, repulsa e espanto foi o suficiente para atentar a curiosidade do público para o que seriam aquelas imagens que Gerson tanto via.
Pronto. Estava ali uma história promissora.
Será?!
Ao menos até ontem, quando o "tal" segredo foi revelado.
Em uma consulta com seu psiquiatra, Gerson diz que não aguenta mais guardar o segredo e que precisa " tirar isso de mim se não vou ficar louco." Ele então começa a narrar que quando criança foi abusado sexualmente...o detalhe é que hoje, Gerson tem verdadeiro fetiche por sexo "sujo", como ele mesmo diz, e por medo de ser descoberto passou a assistir e não mais " praticar".
Passeando pela net vi muitas mensagens de pessoas que se disseram decepcionados com a revelação. Anônimos e famosos esperavam algo muito mais " bombástico" tamanho o cuidado de Silvio de Abreu - o autor, em manter o segredo a sete chaves.
Na minha mais humilde análise novelística, o autor pode ter pensado antes em algo como pedofilia, mas o assunto já é explorado em um outro núcleo e trazer à novela mais de um caso abordando o mesmo assunto passa de chamar atenção à exploração do tema e pode sim ser muito mal entendido. Essa talvez tenha sido a preocupação do autor.
O motivo do post de hoje, até que enfim,neh? Não é o caso da novela em si, e sim as repercussões que teve até então: telespectadores dizerem que esperava algo muito mais bombástico? Algo mais sério?
Devo dizer que hoje, a violência, o sexo violento, estão de certa forma tão banalizados que começamos a tratar como "normal" em muitos casos. Neste mundão de " meu Deus", o que antes era imoral e pornográfico, hoje, já é lugar comum.
Não estou querendo pousar de puritana não, mas devemos observar atentamente o "por trás das coisas".
Agora, sr. Silvio de Abreu, não precisava apelar tanto pra audiência né?? Vê se capricha no segredo do serial killer!!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Plebeia Real

Queridinhos!!!
Fim de semana deu e deixou: preguiça reinando no corpo, sujeirinhas a mais pra limpar, trabalhos a mais a fazer, e por aí vai...rsrs
Na tarde de ontem, enquanto lia meu jornalzinho diário,o jornal Correio da Bahia,  pra ficar por dentro da vida dos outros das últimas informações do país e do mundo, me dei de cara com a notícia: " Princesa que anda na rua- noiva do príncipe William não passa um dia sem ser clicada por paparazzis." Tal notícia, estampa parte da capa e nada mais, nada menos que 2 (DUAS) páginas do jornal. (Isso sem contar as edições anteriores)
A moçoila, Kate Middleton, é namorada do príncipe William a cerca de oito anos mocinha paciente, não?
Que a Kate tem lá seus atributos não se pode negar. Inteligência e bom gosto a rodeam, isso sem contar a sua genética guerreira. Mas o quero chamar atenção aqui  passa longe dessas qualidades da futura princesa.
A srtª Middleton chama atenção por sua "desenvoltura". Ela é uma pessoa comum, a única diferença é que namora O príncipe e se casará com ele.pouca coisa, neeh? A verdade é que mesmo com tamanha responsabilidade, o cargo de futura princesa não " subiu à cabeça" de Kate, que anda normalmente pelas ruas, se expõe...claro, há uma preocupação muitto grande, mas isso não a faz ser uma pessoa anormal.
E por isso mesmo, quero eu aqui fazer um pedido: ( se o pessoal do The Guardian ler já está de bom tamanho) rsrs
Pessoal, a menina não passa um dia sem ser clicada por paparazzis! Vocês não acham um pouco demais não?!
Tudo bem, ela é muito bem resolvida, mas tudo tem um limite! Ou vocês esqueceram do acidente da Lady Di?!
Certo.Os motivos são diferentes e  ser paparazzi é uma profissão.Mas nada disso pode ultrapassar o direito de privacidade das pessoas, mesmo  sendo elas pessoas " públicas", ok?!
Liberdade de imprensa é válido, mas é preciso lembrar que " o direito de cada um começa quando termina o do outro".

domingo, 28 de novembro de 2010

A Rosa que não é de Hiroshima-retratos de uma guerra...

Shalon!*
Sim, esta é minha saudação de hoje e o meu infinito desejo.
Hoje não foi com imensa alegria que sentei-me em frente ao computador para escrever. Porque?
Porque eu preferia não ter que escrever sobre isso; ou melhor, eu preferia que isso não estivesse acontecendo para que eu não tivesse que escrever... Faltam-me as palavras.
Esta não é uma guerra movida a ataques de bombas nucleares,como o ocorrido em Hiroshima, tão pouco uma Guerra Fria, muito pelo contrário, a guerra por aqui está quente e além da conta. Esta é uma guerra contra a cidadania: pessoas sem água e sem luz (que foram cortadas) sem puderem sair de casa ou saindo e arriscando a vida...
Meu Deus! Onde vamos parar dessa forma?!
Indignação é o sentimento que me transborda no momento, deixando claro que isso nada tem a ver com politicagem ou coisas afins, este, é apenas o relato de uma cidadã que não aguenta abrir as páginas do jornal e dá de cara com tanta tragédia.
Só nos resta orar para que tudo ocorra bem...
Abaixo, segue um vídeo com algumas imagens desta trágédia. Ele mostra a música " Rosa de Hiroshima", um poema de Vinícius de Moraes musicado mais tarde pelos Secos e Molhados.
Belíssimo poema,belíssima música que, apenas nos deixa triste por lembrar dos acontecimentos que se seguiram(seguem).
E eu canto porque o instante existe...

* Shalon significa paz, em hebraico.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"O Rio de Janeiro continua lindo" ?

Essa foi a única pergunta que me veio à cabeça ao ler notícias dessa trágica "guerra" que está acontecendo no Rio de Janeiro.
A frase (retirada da música "Aquela abraço", de Gilberto Gil)  e o vem acontecendo na cidade são fatos dissociados um do outro, mas acho que, no mínimo, é incitação para refletir...em sua narrativa, a música chama atenção para coisas tidas como belas na cidade maravilhosa, atraem milhões de turistas a cada ano.
Mas, além do título, outra frase também me chamou a atenção lá no finzinho da música: " Prá você que me esqueceu, aquele abraço." E isso me faz lembrar do descaso, posso sim dizer assim, das autoridades com a cidade.
Sim, porque todo mundo só lembra que existe tráfico e bandidos quando eles tomam conta da cidade, neh??? Porque antes disso, a cidade é linda e sem problemas.
Porque é necessário que o terror tome conta da cidade para a polícia entrar em ação?
Porque é preciso que inocentes morram para as autoridades perceberem  que elas existiam?

Ficam as perguntas com " nós engasgados na garganta " e alguns números* desta tragégia:

1- 4 dias de guerra
2- 35 mortos
3- 72 veículos incendiados
4- 30 armas aprendidas
5- 188 pessoas presas




*Fonte: Jornal Correio da Bahia

sábado, 20 de novembro de 2010

CONSCIÊNCIA?! NEGRA - Salve 20 de novembro

Hoje, 20 de novembro, é comemorado o Dia da Consciência Negra.
Você sabe o que é isso?

#Senta que lá vem História!

Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência anti-escravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. "Zumbi" significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares.
O nome Palmares
foi dado pelos portugueses, devido ao grande número de palmeiras encontradas na região da Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, hoje estado de Alagoas. Os que lá viviam chamavam o quilombo de Angola Janga (Angola Pequena). Palmares constituiu-se como abrigo não só de negros, mas também de brancos pobres, índios e mestiços extorquidos pelo colonizador. Os quilombos, que na língua banto significam "povoação", funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas.O Quilombo dos Palmares existiu por um período de quase cem anos, entre 1600 e 1695. No Quilombo de Palmares (o maior em extensão), viviam cerca de vinte mil habitantes. Nos engenhos e senzalas, Palmares era parecido com a Terra Prometida, e Zumbi, era tido como eterno e imortal, e era reconhecido como um protetor leal e corajoso. Zumbi era um extraordinário e talentoso dirigente militar. Explorava com inteligência as peculiaridades da região. No Quilombo de Palmares plantavam-se frutas, milho, mandioca, feijão, cana, legumes, batatas. Em meados do século XVII, calculavam-se cerca de onze povoados. A capital, era Macaco, na Serra da Barriga.
A Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista, vulto de triste lembrança da história do Brasil, foi atribuído a tarefa de destruir Palmares. Para o domínio colonial, aniquilar Palmares era mais que um imperativo atribuído, era uma questão de honra. Em 1694, com uma legião de 9.000 homens, armados com canhões, Domingos Jorge Velho começou a empreitada que levaria à derrota de Macaco, principal povoado de Palmares. Segundo Paiva de Oliveira, Zumbi foi localizado no dia 20 de novembro de 1695, vítima da traição de Antônio Soares. “O corpo perfurado por balas e punhaladas foi levado a Porto Calvo. A sua cabeça foi decepada e remetida para Recife onde, foi coberta por sal fino e espetada em um poste até ser consumida pelo tempo”.
O Quilombo dos Palmares foi defendido no século XVII durante anos por Zumbi contra as expedições militares que pretendiam trazer os negros fugidos novamente para a escravidão. O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.
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